12 de outubro de 2009

Vitrines de Portugal

Não quero parafrasear o Nei Lisboa com sua célebre música “Os telhados de Paris”, mas bem que daria uma ótima musica “As vitrines de Portugal”. Quando pensamos em uma vitrine, logo imaginamos que esta nela estará exposta algum tipo de bem durável ou peças de vestuário, mas em Portugal não é bem assim. Podemos estar caminhando pelas ruas ou vielas de alguma cidade portuguesa e nos depararmos com uma vitrine de algum restaurante ou Pastelaria (Lanchonete ai no Brasil) e ver produtos expostos. Normalmente os restaurantes possuem em sua fachada uma vitrine refrigerada onde os produtos como bacalhau, outros peixes, camarão, lagosta, enguias, carnes de vaca, de porco, coelho, ficam tudo a amostra dos seus clientes. É muito comum estar em um restaurante e o garçom retirar o produto da vitrine e levar diretamente a cozinha para ser preparada. Isto é uma prática muito habitual na vida cotidiana portuguesa.

Uma outra prática são as comidas prontas que ficam expostas nas vitrines das pastelarias como os sanduíches dos mais diversos recheios, as bolas de Berlim, peixes fritos, pasteis de bacalhau, bifes a dorê, entre tantas outras opções. O cliente chega e aponta para sua guloseima e prontamente o atendente de balcão pega com suas mãos e passa diretamente ao cliente. Estas práticas podem assustar um pouco os turistas que vêm passear aqui em Portugal.

Eu confesso que no início foi complicado, mas agora sabendo das praticas culturais não me afete mais os hábitos dos restaurantes ou pastelarias. Um pouco do charme gastronômico Português está diretamente ligado à forma que as vitrines estão dispostas atraindo seus fregueses para um universo a ser desvendado de sabores e visual.

As vitrines exóticas e principalmente as comidas proporcionam um sentimento de querer conhecer o desconhecido, experimentar os sabores diferenciados. Para podermos conhecer o exótico temos que ter humildade de aprender, de desvendar a cultura do outro.

Eu procuro sempre aprender, conhecer, e principalmente ter a humildade de reconhecer que a minha cultura somente é um pingo no meio do mundo.Como diz o grande poeta português Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”.

Uma ótima semana a todos!

Um comentário:

Marina disse...

Hummmmmmmmmmm, que delícia!!!!
Vamos sair pra comer?
Beijos